Cuidando do meio ambiente parte 1: Automóveis

8 08 2008

O planeta em que vivemos vem recebendo maus tratos do ser humano há milhares de anos. Nos últimos séculos, esses maus tratos se tornaram atos de violência explícita, quando as indústrias passaram a extrair, de forma degradativa, muito mais do meio ambiente, e a gerar quantidades ainda maiores de lixo.

Felizmente a sociedade atual vem tomando consciência de tais atos, e tem trabalhado de forma progressiva para reverter essa situação, antes que acabemos em um tremendo lixão e sem matérias prima.

Preocupado que as ações tardem demais a acontecer, vim por meio deste Post trazer algumas dicas de como utilizar os três “R”, para, quem sabe, minimizar os danos futuros.

O conceito dos três “R” veio da consciência de que reciclar materiais é importante e necessário, mas não é tudo. Foram adicionados então mais dois “R’s”, somando três ao total:

 

Reduzir

Reutilizar

Reciclar

 

Como o assunto dos três “R” é extremamente abrangente e pode ser aplicado a milhares de idéias, hoje eu falarei de um assunto que possuo uma bagagem e perícia razoável para falar: Automóveis.

Somente no Brasil, milhões de automóveis (segundo a ANFAVEA, em 1999, foram produzidos 2 milhões e setenta mil veículos só no ano de 1997!) circulam diariamente, consumindo milhões de litros de combustível, seja este fóssil ou bio combustível.

Fique feliz de saber que, não importa se o seu automóvel possui injeção eletrônica ou utilize carburador, existe como você reduzir o consumo deste. E isso é maravilhoso: O meio ambiente agradece pois com menor consumo gera menos CO (monóxido de carbono), HC ( Hidrocarbonetos) e NOx (Óxidos de nitrogênio), que são os principais gases nocivos que um automóvel produz, além do CO² (um dos causadores do efeito estufa), e você gasta menos dinheiro. Economizando, ou seja, REDUZINDO, todos ganham.

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Primeiro passo: Manutenção do veículo

Pode-se economizar muito combustível (e consequentemente, dinheiro) apenas cuidando da manutenção básica de cada veículo. Manter os pneus na calibragem correta, por exemplo, pode gerar uma economia de até 10% de combustível, dependendo das condições de uso. E se você parar para pensar, não se “gasta” três minutos para calibrar os pneus.

Trocar o óleo, as velas, e os filtros de óleo, ar e combustível seguindo a periodicidade que o manual do proprietário indcica, além de economizar combustível (dependendo do caso, um carro com os itens citados acima muito sujos, pode ter o seu consumo elevado em até 35%).

Alinhar e balancear os pneus é outro meio de manter o consumo de combustível baixo: com as rodas andando “na linha”, não se consome pneu excessivamente (que são caros! Um pneu 175/70 R14 sem ser “remold” hoje, não sai por menos de 160 reais. A UNIDADE!). E o consumo pode ser reduzido, em média, em 5%.

 

Uma revisão trocando todos esses itens pode sair entre 400 a 600 reais, e tem duração média de um ano. Parece caro? Não é! Basta calcular.

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Segundo Passo: Cuidados ao acelerar

Grande parte do consumo de combustível é responsabilidade de quem está dirigindo o automóvel. Isso fica claro aqui em casa: Em condições iguais, dirigindo o nosso corsa 1.8 com gasolina, minha mãe faz média de 12,5 km/l, enquanto eu, conforme a equipe Dez Mãos averiguou, fiz 13,75km/l. Como é possível tal diferença, no mesmo automóvel? Simples.

É preciso entender que o primeiro passo para se obter um baixo consumo de combustível, seja na estrada ou na cidade, seja o carro carburado ou com injeção eletrônica, é unir poucos RPM’s do motor (ou seja, pouco giro, pouca rotação), com o mínimo de acelerador possível.

Acelerar progressivamente é a chave: num congestionamento, por exemplo, acelere o mínimo possível para movimentar o veículo, e quando for ganhando velocidade, passe as marchas no menor giro possível. (se o seu carro tiver RPM, por exemplo, acompanhe: leve a primeira a no máximo 1500 RPM, e passe a segunda marcha, e aí por diante…).

Tome cuidado, apenas, para não forçar o motor: Se o carro não tiver muita força, e começar a tremer (parecendo um caminhão velho, movido à diesel) por ter passado uma marcha com o giro muito baixo, volte para a marcha anterior e acelere um pouco mais para aí então passar para a marcha superior (por exemplo, da 2ª para a 3ª marcha). Procure o balanço, essa é a chave.

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Terceiro Passo: Pulando as marchas

 

Outro fator importante é a utilização das marchas. Se você está no plano, e não possui a necessidade de uma aceleração rápida, é muito econômico pular uma marcha. Normal, portanto, pular da 1ª marcha para a 3ª marcha, da 2ª para a 4ª, e da 3ª para a 5ª marcha.

Ao pular uma marcha, evita-se de subir o giro (RPM) mais vezes, o que consequentemente economiza mais combustível (dinheiro) e diminui a emissão de poluentes. Tome cuidado apenas para não deixar o giro ficar abaixo de 1000 RPM, e forçar o motor, como foi dito no exemplo anterior.

Só fique atento para nunca sair da imobilidade em segunda ou em terceira marcha, a não ser que se esteja descendo uma ladeira. Não importa se seu carro é 1.8, 2.0, 3.0 ou 8.4! A primeira marcha existe por um motivo: evitar a sobrecarrega de torque do sistema de embreagem ao tirar o veículo da imobilidade.

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Quarto Passo: Reduzindo as marchas

 

(Essa situação só é aplicável para automóveis com injeção eletrônica, que equipa os veículos movidos a gasolina e a álcool produzidos a partir de 1997.)

 

É fato: descer uma serra engrenado (ou seja, com a marcha engatada, numa terceira ou quarta marcha, por exemplo) com um carro carburado consome bastante combustível, enquanto descer uma serra com um carro que possui injeção eletrônica não consome uma gota de combustível.

Por quê? Simples: enquanto em um carro carburado o combustível entra no motor pela aspiração do ar (ou seja, quanto o motor estiver ligado), no carro com injeção eletrônica ele (o combustível) só é injetado quando o computador avalia que é necessário.

Essa avaliação é feita por meio de diversos sensores que coletam informações do funcionamento do motor. O computador cruza os dados que os sensores informam e só então ele injeta o combustível na medida mais próxima possível do ideal.

Quando se desce uma serra com o carro engatado e o giro acima de 2000 RPMs, a leitura e a interpretação que o computador faz é a seguinte: “ Hummm… vejamos só… O giro está acima de 1500 RPM, e continua acima desse patamar…. E motorista não está encostando o pé no acelerador. Logo, ele está numa descida. Vou mandar os bicos injetores pararem de injetar”. É basicamente isso.

O mesmo se pode aplicar em uma desaceleração: se o sinal lá na frente fechou, e você está a 80km/h na quinta marcha, faça reduções: passe para a quarta marcha, terceira, e segunda até precisar pisar no freio. Tenha em mente apenas, que o computador só para de injetar combustível (chamado Módulo “Cut Off”) quando o giro está acima de 1700 Rotações, em média… Quando o giro abaixa de 1700 RPM o computador do automóvel volta a injetar combustível automaticamente.

 

Esses são alguns passos que podem ser seguidos para minimizar o consumo de combustível.

Ficou com alguma dúvida? Pergunte que eu respondo!

 

 

 

Pelas Mãos de : Márcio Murta


Ações

Informação

3 respostas

8 08 2008
analigia

Ei meninosss…

adooooorei o blog de vcss!!

Showw…

parabéns…
agora visitem o meu heinnn:
http://chacombobagens.wordpress.com/

beiijoosss

9 08 2008
Bya

Com certeza, depois que a minha carta chegar eu vou voltar a ler este post… do contrário, por enquanto, nenhuma dúvida!
Mas muito interessante e informativo! o/

11 08 2008
mmurtas

Bya, quando a sua carta chegar, volte, e tire as suas dúvidas sim!
Estaremos aguardando!
Um abraço!

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