“Qual a diferença entre namorar e amarrar?” … era sobre isso que discutiamos no almoço hoje, eu e dois amigos de trabalho .. um homem e duas mulheres! (não pensem isso!!!)
A vantagem de se estar solteiro é ser dono do seu nariz, não dar satisfações e ninguém e não ser cobrado de nada. Estou muito feliz como estou! E estar solteiro não significa estar sozinho, tem-se varias companhias de amigos, eventualmente uma companhia de algo mais que amigo.
Essa era a defesa de um dos lados! Um segundo comentário foi:
Em alguns momentos, quando se esta solteiro, sente-se sozinho e deseja-se um cuidado.. mas isso passa. Assim como também passa a fase de querer estar solteiro. Uma hora você vai sentir falta de ter alguém.
Em contra-partida:
A vantagem de se estar namorando é ter alguem ao seu lado, ter carinho, receber cuidado… Saber retribuir tudo isso também. Compartilhar momentos juntos. Crescer no aprendizado da convivencia e da partilha. Sentir-se querido. Amar além do seu umbigo. Fazer programas a dois.. (é óbvio que esta defesa esta sendo escrita por uma mulher).
O que chama a atenção é a afirmação “estar solteiro não significa estar sozinho!!!”, e é inevitável pensar o outro lado: “estar namorando não significa estar acompanhado”
Estar solteiro não significa estar triste.. e nem significa estar feliz, e estar namorando é a mesma coisa.
Então chegamos a uma conclusão: a felicidade não depende da sua condição “relacionamento” no orkut.
O Gabriel Tonobohn da tag twitteriana #porumtonobohnmaisfeliz fez um post sobre isso há um tempo, e um pedacinho deste texto é:
“…tento compreender a necessidade e o culto à intensidade que a maioria de nós tem. Não basta amar, deve-se amar perdidamente, desmedidamente, de uma maneira ímpar e sem precedentes. Não basta fazer o bem, é preciso ser herói. Não basta ser feliz, é preciso alegria hollywoodiana. E buscamos esses extremos sem perceber que, ao alcançá-los, o outro lado da balança cai e o equilíbrio é quebrado. Dessa forma, um momento de nirvana muitas vezes é seguido de depressão, simplesmente porque não aprendemos a dosar os sentimentos.
É assim que o amor, o sentimento mais puro e belo que conhecemos, passa a se tornar vício, droga. Afinal, todos sabem que a linha fina que separa o remédio do veneno, é o tamanho da dose.”
Como minha mãe ( e com certeza a mãe de você também) já dizia: “tudo em exageiro faz mal” e tudo que faz mal é indesejado menos no caso dos masoquistas…
E voltando ao início do post… a maior reclamação dos solteiros é não querer se prender, e a maior reclamação dos namorados é a falta de comprometimento!! Acho que os dois lados precisam aprender o termo “NA MEDIDA”.
Namorar e amarrar sufoca, namorar e não estar nem ai também não é legal. Gosto de me fazer presente, e ao mesmo tempo deixar as pessoas que me rodeiam livres, se elas realmente gostam de mim elas permanecerão ao meu lado, e sempre saberão que podem contar comigo. Clichê?! … é sim! Mas é um clichê justo!
Penso que ninguém é de ninguém (não pensem isso!!! fidelidade para mim é fundamental) .. quero dizer que ninguém é dono de ninguém para se achar no direito de fazer toda e qualquer cobrança que não seja cobrar RESPEITO. A única coisa que pode e deve ser cobrada é RESPEITO! A falta dele destroi qualquer tipo de ligação com outra pessoa.
Pessoas são diferentes umas das outras, casais são diferentes uns dos outros, cada novo relacionamento é diferente do anterior… e o que existe em comum em todos eles é a necessidade vital de que haja respeito.
Há pouco tempo descobri a canção “Foundations”, da Kate Nash .. vou me despedindo por aqui e deixando vocês com o clip … Bjinhos.
Clica AQUI para ver a tradução.
De quem foram as mão? Lu Mita
“Deixo livres as coisas que amo. Se voltarem pra mim, foi porque as conquistei. Se forem embora, é porque nunca as tive realmente” (John Lennon)
Amei Lu!